Ser vampiro (ou pelo menos falar sobre) parece estar na moda na indústria de entretenimento. A onda iniciada por Crepúsculo em 2008 segue firme e forte com exemplares incomuns como Deixa Ela Entrar e Matadores de Vampiras Lésbicas, abastece os canais de televisão com as inúmeras reprises de seriados como The Vampire Diaries e True Blood, além de trazer do limbo desastres como Sangue e ChocolateUnderworld – Anjos da Noite. A nova produção de Chan-Wook é mais um adendo ao gênero.

O diretor até que se dedica o suficiente para que Sede de Sangue não caia na mesmice de muitos de seus irmãos cinematográficos e, acredite, ele realmente consegue se destacar, mas não pelos motivos certos. O filme parece não saber a qual gênero pertencer e acaba por participar de todos em questão de minutos: desde comédia pastelão, até drama existencialista. Todos dosados com um grande teor erótico.

A salada mista com ótimas cenas perturbadoras (tem uma especialmente imperdível que envolve um jogo de adivinha e um jogo de palavras) e seqüências que não deveriam ter sobrevivido à edição final, só faz valer pelas maravilhosas atuações de Kim Ok-Bin e Kim Hae-Sook, como nora e sogra que tem de lidar com as conseqüências vampirescas.

Sede de Sangue 
Bakjwi, Coréia, 2009, terror, 133 min.
De Park Chan-Wook. Com Song Kang-Ho, Kim Ok-Bin e Kim Hae-Sook.