Tempo perdido (Na Natureza Selvagem)

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NA NATUREZA SELVAGEM    { 1estrela.jpg }

Enquanto planejava as minhas apostas aos indicados ao Oscar, Na Natureza Selvagem aparecia na minha lista em Melhor Filme, Direção, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Canção e como uma das minhas alternativas em Roteiro Adaptado. Fiquei um pouco surpreso quando ele foi completamente esnobado na Academia ganhando apenas as indicações a Ator Coadjuvante e Montagem. No entanto, agora que assisti o filme entendo o motivo: ele simplesmente não merecia.

Após se formar na faculdade, Christopher McCandless decide embarcar numa jornada rumo ao Alaska, cruzando com diversos tipos de gente: ciganos, hippies, gringos, entre muitos outros. Ao conhecer esses diferentes tipos, Christopher acaba vivenciando diversas experiências que mudariam a sua vida, já que tenta aproximá-la ao máximo da natureza.

Se durante um dos curtas de 11 de Setembro, Sean Penn já havia mostrado uma grande evolução quando comparado ao seu trabalho em A Promessa, uma de suas primeiras experiências como diretor, aqui ele realmente prova ter ganhado maturidade e experiência na prática (ainda que deslize no clichê e no óbvio, quando focaliza os raios de sol saindo entre as nuvens após um dos personagens comentar que “Deus irá iluminá-los”). O ator, junto com o editor Jay Cassidy, são responsáveis pelos melhores atributos do filme. A bonita fotografia criada por Eric Gautier e a belíssima seleção de canções também merecem ser destacadas.

Entretanto, o filme sofre quanto ao roteiro fraco e excessivamente “contra o sistema”. Christopher se deixa levar pelos discursos de que a “culpa é da sociedade”, mas acaba sendo parte da mesma. Anos após a sua partida, porquê Christopher não deu notícias suas para seus pais? Mesmo que brigassem constantemente, não há razão para que anunciasse ao menos como estava passando. Emile Hirsch bem que tenta, mas não há muito o que fazer com um personagem tão antipático e sem carisma como o protagonista do longa. O elenco de apoio também acaba sofrendo com seus personagens mal construídos, como ocorre na desnecessária cena em que Marcia Gay Harden e William Hurt encenam uma patética briga. Hal Holbrook, indicado ao Oscar por essa sua performance, está apenas correto.

Por fim, pode-se dizer que Na Natureza Selvagem é o típico filme que propõe muito, mas desenvolve quase pouco. Uma pena constatar que Sean Penn demorou quase 10 anos para produzir esse filme. Muito tempo perdido num projeto bastante fraco.

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0-oscar.jpg   2 INDICAÇÕES:
 – Ator Coadjuvante (Hal Holbrook)
– Montagem

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9 comentários

  1. Puxa, Marco, apenas uma estrelinha? Pelo visto o filme te decepcionou mesmo. Mas eu vi e avalio com 4 estrelas. Vou confessar que esperava um pouquinho mais, pois criei expectativas exageradas. Julgava que fosse tão bom quanto muitos dos que foram indicados ao Oscar. Mas ainda assim um belo filme, vibrante, emocionante, muito bem dirigido e o Hal Hoolbrook, o que é aquilo? Eu imaginava que tinham indicado ele apenas para encher espaço, mas me convenci de que sua atuação merecia mesmo tal reconhecimento.
    Abraço!!!!

  2. Ae, Marco, primeira vez que entro aqui no seu blog, parabéns, ótimo layout e textos tbm…
    Cara, só uam estrela pro filme… tupo já li comentários ótimos sobre o filme e o amadurecimento do filme, tbm li que desliza e muito no roteiro, mas mesmo assim, só lhe resta uma estrela para ele…
    Bem, vou ver se consigo asssitir o quanto antes…
    abraços

  3. Sem dúvida essa é a primeira reação REALMENTE negativa que vejo a respeito do filme 😉 Posso até concordar com alguma coisa, só não em relação ao protagonista – para mim ele é a alma de filme, muito mais interessante que o visual (‘a natureza selvagem’) e os demais personagens…

  4. // Não é que me decepcionou, porque eu simplesmente não tinha expectativa nenhuma, mas eu realmente não gostei do filme. Também gostei da atuação de Hal Holbrook, mas pra mim não merecia ter sido indicado. Mark Ruffalo e Robert Downey Jr., por exemplos, são alguns dos vários que poderiam ter entrado no lugar dele.

    // Volte sempre, Rodrigo! Pois é, o roteiro é justamente a pior parte do filme. A construção dos personagens é muito mal-feita. Eu achei o protagonista muito antipático, e para um filme cuja temática é tentar “endeusá-lo” isso é fatal…

    // Acho que fui realmente o único a rejeitá-lo. Esse trabalho do Sean Penn eu preferiria nem ter visto…

  5. e ai!! ae kra to entrando d primeira aqui no seu blog e queria parabeniza-lo está mto bacana!!
    Quanto ao filme, digo o mesmo q o vinicios, pois todos que ja assistiram a esse filme me falaram super bem!! eu concordo com a parte dos clichê, Mas acho q vc viajou fácil ao falar q o filme é fraco!!! levando em conta a adaptação a uma historia real e a maneira como o Penn a retrata, focando a natureza e os ânseios e virtudes do personagem, acho q esta é uma obra memorável, digna de diversos oscar q pór simples injustiça não lhe foram dados!!! vc tem q pesquisar + sobre a vida de alexander supertramp!!
    Abraço!

  6. O protagonistas e nem todos os outros personagens foram “mal-contruídos”. O filme “Na natureza selvagem” nada mais é do que uma representação (maravilhosa, por sinal) do livro de Jon Krakauer. A vida de Chris é real, os personagens são reais, todos eles. Eu daria 4 estrelas, quem sabe mais. :]

  7. Deixa eu ver se entendi direito, antes de ver o filme ele estava na sua lista concorrendo a cinco categorias? O roteiro é fraco e o filme é clichê = nenhuma categoria. Ah, quer saber, você só tem 20 anos, não vale a pena…

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