Conservadorismo ultrapassado (Irina Palm)

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“O meu neto está morrendo e agora eu sou uma viúva punheteira”. É esse tipo de humor que Irina Palm oferece ao longo de sua projeção. Um humor cínico e irônico, bem diferente daqueles pastelões que essa produção provavelmente ganharia se fosse originada nos EUA. Recheada por situações inusitadas, é impossível deixar de rir em momentos como quando a protagonista descobre que  recepcionista é um eufemismo para puta, ou quando resolve decorar sua nova “área de trabalho”.

Muito da força do longa reside na atuação de Marianne Faithfull. Maggie poderia facilmente cair na caricatura, devido a sua natureza um pouco convencional, ou no drama, devido a sua busca em ganhar dinheiro para o neto adoentado. Contudo, Marianne transforma Maggie em um personagem completamente verossímil: carinhosa e atenciosa com todos (que foram as virtudes responsáveis pelo seu sucesso, deve-se acrescentar). Em também ótimas atuações, destacam-se os atores Miki Manojlovic, como o dono do clube noturno, e Kevin Bishop, como o filho Tom.

Contudo, o longa peca por deixar algumas situações mal-exploradas, como a personagem Luisa ser deixada de lado na história, ou o final ser um pouco decepcionante. Porém, nem mesmo a repetitiva trilha sonora (que remete aos acordes da abertura de Twin Peaks) é capaz de prejudicar o resultado final de Irina Palm. Por sinal, o longa faz jus à protagonista: pode parecer um pouco inadequado à primeira vista, mas é bastante agradável e surpreendente quando se dá uma chance.

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