Um pouco fora do tom (Apenas Uma Vez)

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Um gênero que não era muito bem representado em Hollywood recentemente era o musical. Felizmente, esse estilo cinematográfico acabou ganhando maior visibilidade, gerando pelo menos um exemplar do gênero por ano. Ano passado, Apenas Uma Vez surgiu para preencher esse espaço (juntamente com Hairspray). No entanto, o longa é bastante diferente de outros musicais: em vez da música surgir como um meio de apoio para os discursos dos personagens, aqui elas são a essência, tornando-se mais importante do que a própria narrativa.

Talvez seja isso o que mais tenha me incomodado em Apenas Uma Vez. A história assume uma importância secundária, os personagens nem chegam a ganhar nomes, por exemplo. O filme acaba ganhando ares de um docmentário, como se tudo fosse apenas um palco para despontar cantores e compositores. As seqüências que realmente fazem valer o filme, por exemplo, são todas aquelas em que os personagens cantam as suas criações, como a vencedora do Oscar “Falling Slowly”, e “If You Want Me”.

Mas se há algo que é realmente notável nessa produção é a ótima química entre Glen Hansard e Markéta Irglová, os protagonistas estreantes. Além de serem ótimos cantores, também chamam atenção pela interpretação, bastante natural e espontânea. Algo que funciona tanto num filme, quanto numa produção musical.

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