Previsão dos Indicados ao Oscar 2009 (Ator)

A disputa para a categoria de atuação masculina esse ano não há muita concorrência. Poucos candidatos, poucas alternativas e uma campanha pouca expressiva para a consagrar a vitória de um dos possíveis indicados.

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Quem sai na frente é Seann Penn, como um político ativista gay em Milk. Pelo fato de ser um drama baseado em fatos reais, Penn já ganha pontos positivos com os votantes da Academia. Basta lembrarmos que muitos dos recentes indicados interpretavam pessoas reais. O ator também é muito bem querido dentro da Academia, já tendo sido indicado quatro vezes ao prêmio (sendo uma delas pelo meloso Uma Lição de Amor) e ganhado uma vez (por Sobre Meninos e Lobos). Aliás, esse é o seu maior obstáculo. Se não fosse essa estatueta já conquistada, daria como certa a vitória de Penn. Uma indicação, no entanto, é mais do que certa.

No segundo lugar da lista temos Mickey Rourke, como um lutador de boxe em The Wrestler. Numa atuação muito elogiada pelos críticos, Rourke dá uma guinada em sua carreira que já estava praticamente acabada (só não digo completamente, pois sua participação em Sin City foi também muito elogiada). Rourke pode cumprir o papel daquele ator que estava sumido, com a carreira em declínio, mas que retorna em grande estilo, e os votantes podem se sensibilizar com essa história: praticamente um filme dentro de um filme. O problema é a imagem de Rourke que está muito desgastada o que pode acabar pesando, já que podem não querer veicular a imagem dele a de um vencedor do Oscar.

Em uma vaga pelo terceiro lugar temos Frank Langella de Frost/Nixon de Ron Howard. Langella aqui cumpre a cota do “é uma honra só de ser indicado”, já que suas chances de vencer são quase nulas, eu diria. É certo que ele interpreta um personagem real, em um papel que rendeu um prêmio TONY, e que está numa produção de um diretor querido pela Academia (ainda que seja um diretor medíocre), mas não acho que o seu apelo, em termos de celebridade, seja favorável para uma vitória. Deve se contentar mesmo com uma indicação, além do mais pelo fato de ser um grande veterano que ainda não foi nomeado ao Oscar.

Brad Pitt, no entanto, pode surgir como uma ameaça maior. O problema, no entanto, reside no seu apelo de celebridade. Enquanto Langella é praticamente desconhecido do grande público, Pitt é absurdamente famoso. A sua presença constante na mídia pode acabar funcionando negativamente, basta lembrarmos de que ele foi esnobado pelos votantes por sua ótima atuação em Babel (e a esnobada que Angelina Jolie recebeu ano passado possa representar essa situação de “eles já tem o suficiente, não precisam dessa indicação”). Ainda o mantenho na lista, pois acredito que devem parabenizá-lo por realmente dar uma nova dinâmica à sua carreira, participando de filmes mais sérios, com uma proposta diferente (e também atuando atrás das câmeras como produtor)

Em um quinto lugar acredito que a vaga deva ser bem disputada entre Richard Jenkins, por The Visitor, e Clint Eastwood, por Gran Torino. É complicado apostar em Jenkis porque apesar dele ter sido muito elogiado pela crítica, não é aquele concorrente que é o “queridinho da crítica” (acredito que esse cargo fique com Rourke), também não é a grande celebridade lembrada pelos votantes (Pitt), muito menos o protagonista do filme indicado a Melhor Filme (Penn) e nem o ator veterano que consegue enfim a sua indicação (Langella). Jenkins, aqui, não ocupa lugar algum! Para complicar ainda mais a sua situação, o ator ainda está em um filme muito independente que nem conseguiu muito apelo tanto ao público, quanto a crítica.

Eastwood, por outro lado, tem a vantagem de ser Eastwood. Pronto. Só isso já é garantia de termos o ator/diretor no páreo. E se lembrarmos que Eastwood ainda não ganhou um Oscar numa categoria de atuação, podemos dizer que as suas chances aumentam consideravelmente. O sistema de contagem de votos também deve favorecer Eastwood em detrimento de Jenkins, já que a contagem é feita a partir de posições em 1º lugar. E como ele é querido por muitos, ao contrário de Jenkins (que deve surgir apenas nas últimas posições), só prova que suas chances de aparecer na lista são muito mais prováveis.

Então porque aposto em Jenkins? Porque eu quero que isso ocorra. Simplesmente por isso. Algumas vezes nós não conseguimos separar a nossa imparcialidade e, sinceramente, não aguento mais ver Eastwood ser indicado por qualquer produção que participe. Está na hora de deixá-lo em banho-maria, ao menos por um tempo…

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6 comentários

  1. Ainda acho que o Clint Eastwood vai se infiltrar de qualquer jeito nessa categoria. Ele sempre surpreende com alguma indicação e já que para melhor direção tá difícil, talvez tenha alguma chance aqui. Os únicos garantidos são Penn/Rourke/Langella.

  2. Acho que vou assistir “Milk” neste final de semana. E “Benjamin Button” eu não pago para ver no cinema. Acho que ficarei na torcida por Mickey Rourke, ainda que eu acredite que ele não seja vencedor este ano no Oscar.

  3. Acabei de assistir Slumdog Millionaire – ainda sem data para estréia no Brasil – e confesso que fiquei muitíssimo impressionado com a criatividade do enredo. Difícil não se lembrar de “Cidade de Deus” com a câmera nervosa atrás dos personagens em meio a uma favela gigantesca.
    Espero que esse belíssimo registro seja indicado ao Oscar 2009. E que ganhe, naturalmente.

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