Oscar 2010 – A cerimônia

Apesar da maior audiência desde 2000, não faltou motivo para a 82ª cerimônia do Oscar ser considerada a pior dessa última década. Os apresentadores que prometiam ser um grande acerto provaram justamente o contrário. Sobrou piada reciclada e provocações sem graça (nem George Clooney parecia estar com paciência). O melhor momento dos anfitriões da festa foi quando Fletcher, o roteirista de Preciosa, se debulhou em lágrimas em seu discurso após ganhar em Roteiro Adaptado, levando Steve Martin a dizer “eu que fiz esse discurso pra ele”.  Fora isso, só restou momentos vergonhosos, como quando simulam encontrar as sementes dos espíritos de Avatar.

Alec Baldwin e Steve Martin: decepcionantes

Além disso tivemos uma paródia nada inspirada de Atividade Paranormal, um vt preguiçoso sobre filmes de Horror (Crepúsculo? Por favor, né), artistas como Farraw Fawcett e Bea Arthur ignorados no In Memoriam, uma inexplicável seqüência de dança durante as trilhas indicadas (quer dizer que as canções podem ser limadas da premiação, mas tem espaço para dança interpretativa?), Lauren Bacall e Roger Corman relegados a uma cadeira escondida no meio da platéia e uma simples menção durante a noite… Para piorar tudo, os atores coadjuvantes ainda ficaram sem o melhor da festa: a apresentação de cinco amigos durante o anúncio dos indicados.

Forest Whitaker comenta sobre Sandra

Em se tratando dos prêmios, tivemos uma infeliz lavada de prêmios de Guerra ao Terror que, sejamos francos, nem merecia tantas estatuetas assim. Vimos o fenômeno Avatar sendo derrotado na batalha Bigelow x Cameron, Bastardos Inglórios com apenas o seu prêmio mais óbvio (o de Ator Coadjuvante) e o superestimado Amor Sem Escalas saindo justamente de mãos abanando. Enquanto a vitória de O Segredo dos Seus Olhos prova que há algo muito errado no sistema de votação para Filme Estrangeiro, tivemos bons momentos, como o emocionante discurso de Sandra, favorita absoluta aqui do blog, que fez valez por toda a premiação.

A reação das indicadas e da vencedora

A estranha homenagem a John Hughes (que soou forçada e mal feita), a presença de Ben Stiller de Na’vi e Tom Hanks acabando com qualquer surpresa no anúncio do vencedor também fizeram parte da premiação que coroou Guerra ao Terror como melhor do ano. Parece que no ano em que “ser popular” era a meta, os votantes ficaram com o pé atrás e escolheram como melhor a produção que é, agora, o vencedor com a menor bilheteria de todos os tempos. Uma infelicidade para Avatar, que fez história com a sua técnica, e uma vitória para Kathryn Bigelow, que também fez história, mas como a primeira mulher a ganhar a estatueta em direção (embora Jane Campion deveria ter ganhado há muito tempo, não acham?).

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2 comentários

  1. Também achei a premiação beeeem tediosa, mas fiquei feliz por Avatar perder. O filme é só um conjunto de efeitos especiais encadeados, qualquer coisa era melhor que aquilo.

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