Duelo dos game-shows de morte: “Jogos Vorazes” x “Battle Royale”

Com a divulgação de novas fotos e a proximidade de comprar o ingresso na pré-venda (a partir de semana que vem, dia 15),  o burburinho pra assistir a sequência “Jogos Vorazes: Em Chamas” fica mais forte.

Em preparação para a estreia dia 15 de novembro, posto esse duelo de “Jogos Vorazes” versus seu correspondente japonês “Battle Royale“, pra decidir qual é o melhor reality-show que jovens lutam por suas vidas. Vamos aproveitar e lembrar um pouco do filme pra não nos perdermos na continuação.

ATENÇÃO. Esse post está recheado de spoilers, se você não viu nenhum dos dois filmes, favorite o post e comente depois. Ou então comente mesmo assim reclamando que foi spoileado. Qualquer alternativa tá valendo.

Comecemos pelo primeiro quesito:

Um bom filme/saga decente precisa não apenas ter uma trama coerente e verossímil, mas precisa também atrair o espectador e possuir várias linhas narrativas em aberto pra que os produtores possam esmiuçar até a morte só pra fazer sequels e mais sequels roubando rios de dinheiro de mulheres mal amadas. Afinal de contas, algum vício precisava substituir “Crepúsculo” e “Harry Potter“.

Em “Battle Royale”, o Japão está sofrendo uma grave crise de desemprego. Com mais de 10 milhões de desempregados, os estudantes passaram a boicotar a escola e a criminalidade juvenil aumentou. Quando os adultos passaram a ser perseguidos e aterrorizados pelos menores, foi aprovado um ato de reforma educacional pelo governo chamado Ato Battle Royale. Uma turma de alunos do ensino fundamental ou médio seria sorteado e eles teriam que duelar até a morte, onde só um poderia viver.

Em “Jogos Vorazes”, a Capital é uma metrópole que viveu em guerrilha com outros 12 distritos que a cercam. Para manter os distritos em paz e evitar rebeliões, foi criado o reality show Jogos Vorazes em que um menino e uma menina, de 12 a 18 anos, são selecionados de cada distrito para participar de um jogo de televisão em que eles deverão lutar entre si até restar um único sobrevivente.

Veja que, em termos, os dois filmes têm basicamente a mesma premissa: crianças matando umas as outras. Então como vamos distribuir os pontos? Vamos analisar os detalhes.

A história de “Battle Royale” até que faz sentido: matar toda a pirralhada que agride/rouba/esfaqueia os professores e adultos. Certo, mas se a tentativa é mudar o comportamento deles e torná-los pessoas menos agressivas, porque os alunos sorteados não fazem ideia de que esse ato existe?

Se os alunos não souberem que podem ser sorteados e morrer, eles simplesmente não vão deixar de ser agressivos. Sem contar que isso só incentivaria ainda mais as crianças a abandonarem o colégio e criarem gangues.

Tem tanto erro nessa trama que vou dar 10 pontos contra ele só por tentar me subestimar como espectador.

Em “Jogos Vorazes”, não há tantos furos de roteiro assim.  O único fato a se lamentar é perceber como o mundo é um lugar horrível. Não por obrigar crianças a decepar e degular outras crianças, mas sim por ser um lugar onde todas as pessoas se vestem igual Lady Gaga, Katy Perry e Nicki Minaj.

Deprimente, não quero viver num mundo assim.

Só por isso, vou tirar metade dos pontos que dei antes pra “Jogos Vorazes”. Então ficamos com o seguinte placar:

O que seria de um filme sem bons personagens? Afinal, se vamos assistir gente se matando por mais de duas horas, nós temos que gostar de alguém pra que as mortes realmente causem efeito, certo? E como participantes de programas de televisão, vejamos se eles têm conexão com o universo reality-show. Vamos começar com “Battle Royale”.

Logo de cara, nós temos o casal Nanahara (o menino) e Noriko (a menina) que forjam uma aliança de Final Two, só porque o namorado dela morre em menos de 10 minutos. O problema é que eles não tem carisma algum, muito menos personalidade, então não é muito fácil torcer para eles durante o filme.

Esse é Kawada. Ele inicialmente se apresenta como aluno transferido, mas depois descobrimos que na verdade ele é um ganhador de uma outra “temporada” de Battle Royale. E porque o infeliz decidiu voltar pra correr o risco de morrer de novo? Pra vingar a morte da sua namorazzzzzzzzzzzzz Não me importo. Na verdade ele voltou porque Tyra Banks obriga todos as vencedoras a retornar na edição seguinte para abrir o desfile das finalistas.

Veja como ele mostra confiança enquanto desfila. Ele está vestindo as roupas e não são as roupas que estão vestindo ele. E olha como é high fashion sua pose no final da passarela quando comparado com Whitney. Kawada melhor winner de todos os tempos! 10 pontos pra “Battle Royale”.

Vejamos mais personagens.

Lembram quando disse que é importante uma história ter várias linhas narrativas dentro dela? Pois é, essa aí de cima podia ter sumido completamente.

A plot desses três é construir uma bomba pra explodir o prédio onde estão os responsáveis que os sequestraram para o jogo. Nesse meio tempo, eles descobrem que a coleira rastreadora que têm no pescoço funciona também como um microfone, daí então eles decidem se comunicar apenas por escrita. Só que no meio do filme eles se esquecem e começam a gritar os seus planos.

E depois fica nessa alternância de cenas: em um segmento eles estão conversando em voz alta (mesmo sabendo que estão sendo ouvidos) e em outro escrevem seus pensamentos uns pros outros. Ou seja, qual o sentido?

Pulemos logo pra “Hunger Games”.

Começamos com J-Law como Katniss sofrendo com sua família porque sua irmãzinha foi sorteada e teve que se oferecer no lugar dela. Katniss é séria e contida e vive uma série de conflitos internos sobre forçar um relacionamento com Peeta só pela audiência, depois gostar de verdade, depois lembrar do seu namorado na vida real que está cuidando da filha, fingir ser alguém mais relacionável pro público gostar… É mais ou menos como Marina Silva se sente pulando de aliado pra aliado no PPS e PSB.

Essas indecisões e crises de insegurança a transformam em uma protagonista infinitamente melhor do que os de “Battle Royale”. Leva 10 pontos por isso.

Pena que o resto do elenco também não seja tão memorável assim. O filme tem uma grande variedade de coadjuvantes irrelevantes, dos quais se destacam:

Sem contar Effie, que tem o rosto tão carregado de maquiagem, mesmo assim consegue soar mais natural que Katherine Heigl tentando ser sweetheart.

Na hora que Effie entrou em cena, eu pensei “coitada dessaí que decorou todas as falas, ficou 4h sentada na cadeira todo dia pra receber essa maquiagem pesadíssima e ninguém vai nem reconhecer a coitada”. Depois de chegar em casa e ver que foi Elizabeth Banks quem interpretou ela, fiquei até mais feliz, porque mesmo se estivesse sem maquiagem não a teria reconhecido. Ela tem um rosto tão genérico que confundiria com pelo menos outras dez loiras.

Duvido vocês saberem quem é quem aí.

Sabem quem também é irrelevante?

Ele deve aparecer em o quê? Sete minutos? E mesmo assim o infeliz já tem cartaz individual.

“Ah, mas é porque ele vai ser muito importante nas sequências” então apareça nos cartazes dos próximos filmes, oras. Até bonequinho ele tem. Só por causa dessa palhaçada vou retirar 05 pontos de Jogos Vorazes.

O que nos deixa com a seguinte pontuação.

Com tudo empatado, vejamos como eles se saem na próxima categoria.

Se a a temática dos dois filmes é retratar um duelo mortal como um programa de entretenimento, vamos avaliar como eles desenvolvem isso. Afinal, não basta selecionar um elenco qualquer e torcer pra sair um bom programa depois (taí qualquer temporada recente de Big Brother pra não me desmentir, né). O elenco tem que ser carismático e atrair a atenção do público positiva ou negativamente.

“Battle Royale” tem uma interessante galeria de personagens, a começar por Mitsuko.

A femme fatale que é a grande vilã do programa, no estilo Jerri Manthey de Survivor ou Omarosa de O Aprendiz (ou Lia BBB 10 se preferir um exemplo nacional). Mitsuko é a melhor personagem só pela audácia de usar um singelo curvex pra se embelezar, enquanto ouve um relatório de quantas pessoas morreram nas últimas 6 horas.

Claro que tanta malvadeza e elegância só poderia proporcionar à vilã algumas das melhores mortes do filme, como quando ela transa com outros alunos e mata eles depois o sexo… Ou durante o sexo? Como fomos poupados dessa sequência na íntegra, apenas podemos torcer para que os fetiches dela não sejam tão absurdos assim.

mitsuko

Mitsuko chega até o final 8, mas é injustamente assassinada por Kiriyama, um bad boy qualquer que consegue a proeza de ter o mesmo tanto de personalidade que Rodrigão do BBB 11. Ou seja, só chegou perto da final pela sua beleza (e por ser a torcida das leitoras da Capricho). Temos que denunciá-lo!

Chegou longe e ainda eliminou (literalmente) a melhor personagem do programa. Injusto.

Aliás, falando de “injustiças”, não podemos esquecer dessa guria aqui.

Noriko passa o tempo inteiro sem fazer absolutamente nada e mesmo assim é a torcida principal do dono do programa, sabe se lá porquê. Claro que ela dura até a final, já que é o exemplo clássico de um final 2 goat: alguém com quem você quer ir junto pra final, porque tem certeza de que ele vai perder. Como por exemplo, Marcos Oliver, que chegou na final da Fazenda 6 e recebeu míseros 3% dos votos (e você achando que o Teste de Fidelidade seria o ponto mais humilhante da carreira dele).

oliver2

Em “Hunger Games”, também temos alguns personagens tradicionais de realities shows, como

Sem falar de Katniss e Peeta que, na tentativa de atrair a atenção e torcida dos espectadores, forjam um relacionamento entre os dois só pras espectadoras ficarem “awwwn”. Parece familiar? cof cof ALEMÃO E ÍRIS cof cof MAX E FRANCINE cof cof BABI E MIRO MOREIRA.

E se alguém ousar duvidar da veracidade desse amor verdadeiro…

 Só mandar Taylor Swift escrever uma canção pra ser a música tema do casal. Tiro e queda.

E se você acha que isso é o suficiente para tipos clichês de participantes de reality show, claro que faltou falar de um muito especial.

Essa daí não faz absolutamente nada além de correr de um lado pro outro pegando suprimentos e morrer por causa de umas amoras venenosas, ou qualquer coisa assim. Ela chega até o Final Five e não fez aliança alguma ou matou ninguém. No estilo de Nath no BBB 13 ou Léo Aquila na Fazenda 5.

Preciso nem discutir o vencedor, certo? Com 10 pontos pra cada tipos de arquétipos que mais entretêm (a vilã sedutora, o galã e o iludido-que-vai-ser-humilhado), “Battle Royale” leva 30 de uma vez.

Então já vimos os personagens, os estereótipos, o que será que falta ainda?

Lógico que não íamos deixar de analisar as melhores mortes de cada filme, né? Afinal esse é um dos maiores atrativos dos dois longas.

Em “Battle Royale” temos algumas lutas elevadas, como por exemplo a aliança feminina que se auto-implode porque uma delas abriga o protagonista machucado e todas as outras entram em paranóia achando que vão ser traídas.

Nem preciso comentar que a paranóia é tanta que elas de fato se matam, né? Destaque pra guria que pula em cima da mesa pra assassinar suas ex-aliadas, enquanto sapatea ao som de  “Tem que Valer” do Kaleidoscópio.

Outra morte bastante memorável é a de uma coadjuvante que decide fazer jogging em plena guerra civil.

Claro que ela é perseguida por um avulso que propõe “já que vamos morrer, que tal aproveitar nossa juventude e perdermos nossa virgindade juntos?”.

Já deu pra perceber que ela não aceita, né?

Depois, em menos de um minuto, ela é perseguida por Mitsuko e morre com uma foice nas costas. Pelo menos Mitsuko cumpriu bem seu papel e nos livrou de mais uma aleatória indo longe no jogo.

Pior que isso só o bad boy vilão que chega até ao Final Four e fica cego após a explosão de uma bomba.

O que nos dá origem a um novo mene: o Kiriyama que justifica seu fundamentalismo por causa da sua cegueira biológica.

Se em “Battle Royale” as mortes começam depois de 15 minutos e duram até o final (com o filme durando pouco mais de 1h 45minutos), em “Hunger Games” ela demora mais a acontecer, mas depois que começa é um verdadeiro banho de sangue.

morte01

Na disputa pra pegar as melhores armas oferecidas, 13 dos 24 tributos morrem de uma vez só. Belo programa de televisão com mais da metade do elenco morrendo ainda no primeiro bloco.

Pelo menos ele segue com algumas regras clássicas de reality show, como essa loira aqui debaixo:

Na entrevista inicial diz estar “preparadíssima” e se alia com outros jovens mais ameaçadores (apesar de que só um vai vencer, então não entendi a aliança com gente mais forte?). Como todo vilão arrogante que não sabe jogar, ela é surpreendida e roda ainda no comecinho do jogo picada pelas vespas venenosas.

Pra deixar de ser burra.

No entanto, a melhor morte do filme é quando Katniss vai pegar suprimentos, mas é acuada por Clove, uma das infantas psicopatas que quer matâ-la a todo custo. Quando ela está prestes a atacar J-Law, o negro cotista surge e se vinga pela morte da amiga dele que o grupo de Clove matou.

E se você estava achando que isso já muito bom, se prepara: ela na verdade não é Clove coisíssima nenhuma, ela é a Esther, de A Órfã”.

Muito bom Esther passando-se novamente por criança, mesmo tendo monumentais 5362728 anos. É muita audácia. Sem contar que a dissimulada só aparece nessa hora: pra ser espancada até a morte. Como não amar?

Por ter mortes mais memoráveis e que realmente impressionam o espectador (ainda mais que em “Battle Royale” eu demoro 1h pra finalmente saber quem é quem, já que os japoneses são todos iguais #racismo), Hunger Games ganha 30 pontos (e mais 10 extras só pela órfã).

“Jogos Vorazes” ganhou uma boa liderança agora. Será que vai manter e ganhar?

Fazer uma campanha maciça pra que um filme bombe nas bilheterias não necessariamente é algo positivo. Ok, “Hunger Games” conseguiu a terceira maior estreia de todos os tempos: ultrapassou qualquer capítulo de “Crepúsculo” e só ficou atrás de “O Cavaleiro das Trevas” e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (ou seja, a maior estreia para um longa que não é continuação).

Mas existe muito mais para uma campanha do que lotar intervalos com comerciais de 30 segundos ou lançar várias notas sobre o filme nas mídias sociais. “Jogos Vorazes” irritou muita gente fazendo de tudo pra você lembrar da estreia, principalmente com produtos feitos exclusivamente pra lucrar em cima disso, como…

Para os brasileiros, bastou enfiar uma locução/frase “um filme grandioso como Harry Potter e a saga Crepúsculo” e pronto. Ainda mais que já tinha gente atormentada o suficiente, como por exemplo esse infeliz aqui que tatuou o tordo em troca de um par de ingresso e cartaz.

Espero que isso aí seja henna e ele esteja trollando todos nós. E se você achava que nada poderia superar esse guri…

Muito bom a autora de Crepúsculo sendo extremamente famewhore ao dar a sua opinião que ninguém quer saber. Só por causa dessa petulância, vou ZERAR o placar de “Hunger Games”.

E com isso nós terminamos o duelo. A vitória justíssima de Bat… Espera, mas como “Battle Royale”ganhou mesmo sendo pior que “Jogos Vorazes”? Não é só porque ele é hypado que isso compromete sua qualidade, certo? Por isso, vou ser extremamente trendsetter e não conformista e criar mais um inusitado quesito.


Logo de cara vou dar 80 pontos pra “Jogos Vorazes”só por ser superior e terminar esse duelo com o resultado mais controverso de todos os tempos.

E já aviso que se alguém vier dizer algum absurdo do tipo “MAS COMO UM FILME HYPADO GANHOU? VOCÊS SE VENDERAM!” faço questão de editar o post e colocar aqui o número da minha conta corrente pra vocês me pagarem pelo post e aí sim terem alguma base no argumento. viram, é assim que se corrompe com dignidade, segura essa Omelete.

Anúncios

3 comentários

  1. Eu já ia parar de ler quando você disse “correspondente japonês”, já que Battle Royale é muito mais antigo, tanto o filme, quanto o mangá. Mas decidi seguir lendo pra ter certeza que ia sair “abobrinhas” do seu texto. E tive. Não vou me preocupar em dizer os motivos, pois alguém que sabe tanto sobre Big Brother, sabe “de cor” os casaizinhos, não me parece ter(ou melhor, não tem) capacidade de fazer uma crítica e pesquisa mais aprofundada para fazer uma comparação entre ambos. Na verdade, perceberia a impossibilidade de comparar uma história típica adolescente, com uma trama adulta bem formulada que é Battle Royale.

    1. No texto está bem claro que “Battle Royale” é um filme mais velho que “Jogos Vorazes”. A questão de “correspondente japonês” é simplesmente de similaridade de trama entre os dois filmes.

      E queria saber qual a relação entre saber sobre Big Brother e não ter capacidade para criticar coerentemente um filme. O intuito do post não é de se fazer uma crítica séria sobre nenhum dos dois filmes, mas de ser um texto leve e bem humorado. Se o filme que você gosta foi criticado e você teve que recorrer ao argumento de “se gosta de Big Brother então não é inteligente” é sinal de que a pessoa ignorante (em termos de preconceito) e imatura é você, não o autor do post.

      Para terminar. Não duvido que o mangá de Battle Royale apresente de fato uma trama adulta e bem formulada. No entanto, no post está bem claro que o maior foco do duelo é entre os filmes, não mangá ou livro. E enquanto filme, sinto dizer, mas “Battle Royale” não tem uma trama adulta e bem formulada. Há vários buracos e a grande maioria dos personagens são apresentados com pressa e bruscamente (claro, porque são diversos e numerosos). No mangá, há um maior desenvolvimento de cada um deles e, aí sim, é possível perceber como eles são bem construídos… mas não é o que ocorre no filme, que é onde o post se foca. Quem falou “abobrinhas” foi você.

      … Mas continue lendo o blog!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s