
WALL-E {
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Wall-E tinha tudo para dar errado: uma animação praticamente sem diálogos sobre um romance entre robôs num mundo pós-apocalíptico? Um enredo muito ousado e arriscado para um público menos seletivo que prefere escolher produções formulaicas do que interessantes premissas. Há também que se ressaltar o uso de atores que frusta muitos fãs e adoradores do gênero de animação. No entanto, o que pode-se tirar como conclusão é que Wall-E erra sim, mas seus acertos são fenomenais.
Primeiro, a sua história. É curioso ver como o discurso ecologicamente correto ganha ares de tragédia para uma produção que é justamente voltada para o público infantil. O que só justifica a importância de sua temática para nossa sociedade de hoje. Até que ponto nós realmente vamos começar a dar valor ao que temos? Aquecimento global, alterações climáticas, todos esses tópicos que ouvimos diariamente já adquiriram valores de assuntos corriqueiros, comuns. Mas e quando elas se intensificarem? Será que nós só vamos reconhecer o que temos quando chegar nesse estágio de perda total?
Outro atributo que funciona a favor do filme é a direção de Andrew Stanton. É incrível como os olhos do robôzinho que dá nome ao filme possa ter os olhos tão humanos. Além de ser um personagem animado, o que já limita essas emoções que só o olhar humano imprime, ainda é a animação de um robô, o que limita ainda mais. O resultado que se tem, no entanto, é completamente o oposto. O robô é cheio de vida, ainda que seja um robô, ainda que seja uma animação. Cenas lindas e poéticas como a que ele descobre a poeira espacial, ou a ótima seqüência em que o casal principal dança no espaço só servem para comprovar a simpatia de um personagem mudo tão adorável (interessante notar como a sua mudez e ingenuidade lembra a de Dumbo, também com essas mesmas particularidades, embora que numa situação completamente diferente).
Se já não fosse suficiente, ainda há o maravilhoso uso da trilha sonora. A criação de Thomas Newman destaca-se logo na apresentação dos créditos, passando pela ótima faixa que é reservada à paixão robótica do personagem principal. Simplesmente encantadora! As canções tema de Hello Dolly!, como a It Only Takes a Moment, também funcionam positivamente para o filme. Sem esquecer da maravilhosa La Vie En Rose cantada por Louis Armstrong que por si só já vale o ingresso do longa.
Ainda que tenha causado alguns incômodos com seus furos de roteiro - se a sociedade não conseguia nem ficar em pé, como ela se mantinha em longevidade? como se reproduzia? e como todos se dispuseram a ajudar Wall-E naquele clímax se nem sabiam o que estava acontecendo? - tem que se destacar a importância de Wall-E, tanto pelo sua qualidade cinematográfica, quanto pela sua temática urgente.

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Olá! Eu me chamo Marco, sou o criador desse blog, tenho 18 anos e moro em Brasília. Estou cursando o 3º semestre de Publicidade e Propaganda no 