Prêmio Anfitrião

Criado em 2006, quando o blog ainda era hospedado no servidor Kit.net, a seleção anual do Anfitrião nada mais é que um espaço pessoal para ranquear aqueles que considero os melhores do ano. Só é considerado para a lista os filmes que estrearam em circuito nacional (seja por meio do circuito comercial, ou por participação em festivais e mostras de cinema) ou que foram lançados diretamente em DVD.

Atualmente, o prêmio conta com 23 categorias, sendo a de Melhor Documentário a mais nova: acrescentada em 2011.

Liderando a lista de indicados com 10 indicações, Filhos da Esperança foi também o filme mais premiado do ano. Vencedor de 5 categorias (Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Fotografia e Cena), o longa ficou na frente de O Labirinto do Fauno, com 4 vitórias, e Volver e O Segredo de Brokeback Mountain, ambos empatados com 2.

Os filmes indicados a melhores do ano foram Filhos da EsperançaO Labirinto do FaunoPonto Final – Match PointCaché e O Segredo de Brokeback Mountain. A lista completa pode ser lida aqui.

Com 4 vitórias (Filme, Direção, Roteiro Adaptado e Elenco), Zodíaco foi o filme com mais prêmios. Outros que quase chegaram ao mesmo número foram Maria Antonieta e Ratatouille, ambos empatados com 3 (Figurino, Direção de Arte e Disco para o primeiro, e Filme de Animação, Roteiro Original e Cena para o segundo). O filme de David Fincher foi também o mais indicado: foram 9 lembranças ao filme, sendo duas indicações na mesma categoria (Mark Rufallo e Robert Downey Jr. concorreram juntos em Ator Coadjuvante, mas nenhum dos dois ganhou).

Os filmes a disputar a categoria principal foram ZodíacoPecados ÍntimosO Despertar de uma PaixãoRatatouille e O Hospedeiro. A lista completa pode ser conferida aqui.

No ano mais concorrido do prêmio, Persépolis foi a primeira animação a ganhar como Melhor Filme. A animação de Marjane Satrapi levou apenas 4 indicações, mas ganhou todas elas. O filme mais indicado, Batman – O Cavaleiro das Trevas, concorreu em 9 categorias, mas só ganhou em 2 (sendo uma delas a vitória póstuma de Heath Ledger, como o Coringa). Sangue Negro foi o filme mais vitorioso: foram 5 no total (Diretor, Ator, Cena, Montagem e Trilha Sonora),  mas acabou falhando na categoria principal.

Os longas que concorriam a Melhor Filme foram PersépolisSangue NegroO Cavaleiro das TrevasFatal e Canções de Amor. A lista completa pode ser acessada aqui.

O grande vencedor, Milk – A Voz da Igualdade, ganhou 5 prêmios (Filme, Ator para Sean Penn, Ator Coadjuvante para Emile Hirsch, Elenco e Artista Revelação para Dustin Lance Black). A produção de Gus Van Sant liderou junto com Bastardos Inglórios a lista de mais indicados: foram 9 para cada um dos dois. O filme de Tarantino empatou também com AvatarO Curioso Caso de Benjamin Button e Up – Altas Aventuras em segundo lugar com 3 vitórias cada, mostrando a pulverização dos prêmios.

Os filmes citados no grupo principal foram MilkBastardos InglóriosAvatarGlória ao Cineasta e Up. Lista completa pode ser vista aqui.

Talvez a decisão mais polêmica do prêmio, Soul Kitchen foi escolhido como o Melhor Filme de 2010. No entanto, o longa só ganhou aqui e em Ator Coajuvante, sendo o filme com menos títulos a ganhar na categoria principal. Do outro lado, temos Scott Pilgrim Contra o Mundo, que foi o mais premiado do ano com 4 vitórias (Roteiro Adaptado, Montagem, Canção e Disco). Em segundo lugar, vem A Origem e Toy Story 3, empatados com 3 prêmios cada.

Os filmes mais indicados foram Scott Pilgrim e o longa de Christopher Nolan com 9 indicações cada.

As produções selecionadas como as melhores do ano foram Soul KitchenA OrigemToy Story 3Pecados da Carne e Scott Pilgrim Contra o Mundo. Lista completa pode ser acessada aqui.

Com 6 vitórias (Filme, Direção, Atriz Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Edição e Trilha Sonora), A Pele que Habito foi o grande ganhador do ano e o filme mais premiado em 8 anos de Anfitrião. Em um distante segundo lugar, vem A Árvore da Vida em 3 categorias. O longa de Pedro Almodóvar também foi o filme com mais indicações (foram 10 no total).

Nesse ano também se deu a criação da categoria Melhor Documentário que deu vitória a Lixo Extraordinário. Outro destaque do ano foi Os Muppets, que se tornou o primeiro filme a conseguir três indicações em uma mesma categoria (em Canção Original: “Life’s a Happy Song”, “Me Party” e “Pictures in my Head”, com vitória para o primeiro).

Os longas escolhidos como melhores do ano foram A Pele que HabitoCisne NegroA Árvore da VidaMelancolia e Medianeras. A lista completa pode ser conferida aqui.

No sétimo ano da seleção, a palavra-chave foi “igualdade”. Sem nenhum claro favorito, os prêmios acabaram divididos irmãmente entre A CaçaHoly Motors e Polissia, com três vitórias cada um. Entre esses, destaca-se: o primeiro com Filme, o segundo com Direção e o terceiro com Montagem.

Em seguida, quatro filmes empataram com apenas duas vitórias, entre eles O Artista e Muito Além do Peso, ambos lembrados também na categoria principal (o filme de Estela Renner, inclusive, é o primeiro documentário e o primeiro filme brasileiro a ser indicado a Filme).

Os longas que concorriam a Melhor Filme foram A CaçaO ArtistaHoly MotorsPolissia e Muito Além do Peso. A lista completa pode ser acessada aqui.

Em sua oitava edição do prêmio Anfitrião, o maior vencedor foram as mulheres. Os cinco filmes preferidos do ano são todos protagonizados por mulheres em histórias suas e apenas suas: uma mãe protegendo seu filho (Instinto Materno), uma disputa entre uma órfã e sua madrasta (Branca de Neve), uma esposa no leito de morte (Amor), uma homenagem a uma irmã desaparecida (Elena) e a luta de sobrevivência de uma astronauta (Gravidade).

O título de Melhor Filme foi para Alfonso Cuarón e Gravidade. Cuarón já havia sido selecionado pelo blog com a dobradinha Filme/Diretor em 2006 e repetiu o feito: Gravidade foi indicado em 9 categorias e venceu em 5 (Filme, Montagem, Efeitos Visuais, Fotografia e Trilha Sonora).

A vitória em Direção, no entanto, ficou para a novata Petra Costa, diretora do documentário Elena. A brasileira é a primeira mulher a ganhar nessa categoria no blog, concretizando o que outras indicadas do passado não conseguiram (Sofia Coppola em 2007 por Maria Antonieta, Isabel Coixet em 2008 por Fatal, e Maïwenn em 2012 por Polissia). É também a primeira estreante a vencer aqui, estando junta de cineastas autorais como Paul Thomas Anderson em 2008 por Sangue Negro, Quentin Tarantino em 2009 por Bastardos Inglórios e Pedro Almodovar em 2011 por A Pele que Habito.

A lista do Top 10 do ano pode ser vista aqui, enquanto que a lista completa com todos os vencedores pode ser conferida aqui.

Na nona edição do prêmio, não houve um franco favorito. Com 6 filmes empatados com duas vitórias cada, o maior destaque do ano foi Boyhood – Da infância à juventude. O “épico caseiro” de Richard Linklater, filmado ao longo de 12 anos com os mesmos atores, saiu-se vitorioso em três categorias (Filme, Direção e Atriz Coadjuvante).

Marion Cotillard é a atriz (ou ator) com maior número de indicações na história do prêmio (com essa, são três: junto com Piaf em 2007, e Inimigos públicos em 2009). Ela também é a primeira a ganhar duas vezes na categoria principal (Heath Ledger foi o primeiro a vencer duas vezes, porém como Ator por O Segredo de Brokeback Mountain em 2006 e depois como Ator Coadjuvante por O cavaleiro das trevas em 2008). Outra curiosidade do ano é a indicação dupla de Joaquin Phoenix em uma mesma categoria, primeira vez que um ator consegue tal feito.

Os longas que concorrentes a Melhor Filme são BoyhoodDois dias, uma noiteEra uma vez em Nova YorkCasa grande e Relatos selvagens. A lista com o Top 15 do ano (e alguns prêmios extras) pode ser acessada aqui, já a completa com todas as categorias, aqui.

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